Resíduos levados pela chuva de outros pontos da bacia ficaram presos na ponte que liga as duas etapas do conjunto Senador João Bosco, no bairro Flores, zona Centro-Sul de Manaus. A situação motivou uma nova ação de limpeza e desobstrução do igarapé realizada pela Secretaria Municipal de Limpeza Urbana (Semulsp) em 16 de outubro de 2026.
Segundo a Prefeitura de Manaus, as equipes retiram lixo, galhos e sedimentos acumulados junto à estrutura. O serviço faz parte da manutenção periódica do curso d’água e tem como objetivos restabelecer o fluxo e melhorar o escoamento das águas no trecho.
Materiais ficam presos quando o nível sobe
A administração municipal informou que as chuvas registradas durante a semana arrastaram materiais descartados inadequadamente em outros pontos da bacia até o igarapé do conjunto. Como a ponte é baixa, os resíduos e os galhos ficam retidos na estrutura quando o nível da água aumenta.
O assoreamento também reduz o espaço disponível no leito para a passagem da água. De acordo com a prefeitura, a obstrução pode provocar represamento e elevar o risco de alagamentos nas áreas próximas. A retirada do material acumulado é feita para liberar o trecho e favorecer o escoamento.
A moradora Ana Maria de Paula Silva afirmou que os resíduos não seriam gerados no próprio conjunto. “O mais revoltante é que esse lixo não é gerado aqui. Vem de outros bairros, arrastado pela chuva”, disse.
Operação anterior e estruturas de retenção
Em junho de 2026, a Semulsp realizou uma operação no conjunto Senador João Bosco. Na ocasião, houve remoção de lixo e sedimentos, inclusive nas proximidades da ponte. A ação também incluiu limpeza de pontos de descarte irregular, capinação, roçagem e poda de árvores.
Além da manutenção dos leitos e das margens, a Prefeitura de Manaus informa que mantém ecobarreiras em pontos estratégicos dos igarapés da capital. As estruturas retêm materiais transportados pela correnteza e facilitam o recolhimento antes que eles avancem até o rio Negro.
As ecobarreiras recebem limpeza periódica, com reforço conforme o volume acumulado, especialmente depois das chuvas. Segundo a prefeitura, o sistema complementa as ações de manutenção dos cursos d’água e de limpeza da orla.
Orientação sobre descarte
O secretário municipal de Limpeza Urbana, Sabá Reis, afirmou que o descarte inadequado transfere os impactos para as famílias que vivem próximas aos cursos d’água e compromete os resultados das operações de limpeza.
“Quem mora perto de um igarapé não pode ficar recebendo o lixo que outras pessoas descartam pelo caminho. A prefeitura faz a sua parte, mas esse esforço precisa ser acompanhado de responsabilidade. Por trás de cada trecho limpo, há trabalhadores entrando na água para retirar o que nunca deveria ter sido jogado ali”, declarou.
A Semulsp orienta a população a acondicionar os resíduos adequadamente e disponibilizá-los para a coleta. A secretaria também recomenda evitar o descarte nas ruas, nas margens e dentro dos igarapés, medida que, segundo a prefeitura, contribui para proteger as comunidades ao longo do percurso das águas e preservar o rio Negro.
Fonte: Prefeitura de Manaus.
Foto distribuída pela Prefeitura de Manaus






