As apresentações de Ádria Luandra, Flávia Raquel e Asafe reuniram música, expressão e relatos de mudanças na rotina durante um show de talentos do Centro de Atenção Integral Juventude TEA, em Manaus. A atividade ocorreu na unidade localizada no bairro São Geraldo, na zona centro-sul, e contou com a presença de familiares e profissionais.
Ádria, de 12 anos, tocou um instrumento escolhido por ela. A mãe, Adriana dos Santos, afirmou que a filha tinha dificuldade para conversar e interagir antes de iniciar o acompanhamento. Segundo Adriana, a adolescente passou a fazer amizades e a participar mais das atividades.
Flávia Raquel, de 14 anos, cantou para o público. A mãe, Amanda Costa da Silva, relatou que a filha era reservada e passava boa parte do tempo isolada no quarto. Conforme Amanda, Flávia passou a interagir mais e a estar mais presente na escola após o início do acompanhamento.
A própria adolescente disse que passou a falar mais com as pessoas e a ter menos medo de se expressar. Durante a apresentação, contou que receava errar, mas decidiu continuar mesmo depois de cometer um erro.
Atividade fora das salas de atendimento
Asafe, de 14 anos, interpretou Michael Jackson. Para a mãe, Ione da Silva, a participação representou mais uma etapa no desenvolvimento do filho. Ela afirmou que o adolescente passou a cumprimentar e abraçar pessoas e a realizar algumas atividades fora de casa, como ir ao shopping e comprar pão sozinho.
Segundo o Governo do Amazonas, o show de talentos foi uma das formas de levar para outros ambientes habilidades trabalhadas no dia a dia, como comunicação, socialização, confiança e expressão. As apresentações também permitiram que os familiares acompanhassem as experiências dos adolescentes diante do público.
Atendimento na unidade
Inaugurado pelo governador Roberto Cidade em 9 de abril, o Juventude TEA atende 250 adolescentes de 12 a 18 anos com Transtorno do Espectro Autista (TEA). Em sete meses de funcionamento, foram realizados mais de 20 mil atendimentos e consultas, de acordo com o Governo do Amazonas.
A unidade oferece acompanhamento com equipe multiprofissional, terapias e atividades voltadas ao desenvolvimento, à autonomia e à inclusão social. A estrutura inclui uma casa funcional para as chamadas Atividades de Vida Diária, nas quais os adolescentes praticam tarefas domésticas e o preparo de alimentos. As famílias também recebem acolhimento e orientação.
O diretor-executivo Juliano Botero afirmou que o trabalho envolve os adolescentes, os profissionais e os familiares. Para ele, o acompanhamento deve considerar também o contexto do domicílio e o convívio diário, além do espaço clínico.
Fonte: Governo do Amazonas.
Foto: Divulgação/Secom-AM







