Quem frequenta parques, trilhas, balneários, margens de rios, igarapés e áreas de mata em Manaus precisa adotar medidas de proteção contra mosquitos. O uso correto de repelente, a escolha de roupas que cubram a pele e a atenção aos horários de maior atividade dos insetos reduzem o risco de picadas e ajudam a prevenir doenças transmitidas por vetores.
A recomendação é especialmente importante em locais próximos a água, vegetação densa e criadouros naturais. Em setembro de 2026, a Secretaria Municipal de Saúde de Manaus reforçou o alerta para áreas favoráveis à transmissão da malária, como balneários, comunidades rurais e periurbanas, margens de rios, lagos e igarapés. (manaus.am.gov.br)
Use repelente de forma correta
Repelentes são uma das principais formas de proteção durante atividades ao ar livre. Produtos com DEET, icaridina ou IR3535 são citados pelo Ministério da Saúde como opções eficazes quando utilizados conforme as instruções da embalagem. A concentração do princípio ativo influencia o tempo de proteção e a necessidade de reaplicação. (gov.br)
Antes de aplicar, leia o rótulo e verifique a faixa etária indicada, o modo de uso e a frequência recomendada. Passe o produto somente nas áreas expostas da pele, evitando olhos, boca, feridas e mucosas. Não aplique o repelente sobre a pele irritada ou lesionada.
O repelente deve ser reaplicado de acordo com as orientações do fabricante. A reaplicação pode ser necessária após transpiração intensa, contato com água ou remoção do produto. Em Manaus, a Semsa orienta que o repelente seja aplicado depois do protetor solar, e não antes. (manaus.am.gov.br)
Escolha roupas que cubram a pele
Calças compridas, camisas de mangas longas e calçados fechados ajudam a diminuir a área disponível para as picadas. Dê preferência a peças leves, confortáveis e que permitam a ventilação, especialmente em dias quentes.
Em trilhas e áreas de mata, a proteção das pernas, dos braços, dos tornozelos e da região do pescoço merece atenção. A barra da calça pode ser mantida próxima ao calçado para reduzir a entrada de mosquitos. Roupas de cores claras também facilitam a identificação de insetos sobre o tecido.
A roupa não substitui o repelente, mas funciona como uma camada adicional de proteção. Em situações de maior exposição, como permanência prolongada em áreas de mata, margens de rios ou locais com muitos insetos, combine as duas medidas.
Evite os horários de maior atividade
O risco de picadas varia conforme o mosquito e o ambiente. Em áreas próximas a rios, lagos, igarapés e criadouros naturais, a orientação da Semsa é evitar a permanência entre o entardecer e o amanhecer, período em que há maior circulação de mosquitos transmissores da malária. (manaus.am.gov.br)
Se a visita ocorrer nesses horários, reforce a proteção com repelente, roupas compridas e, quando possível, permanência em espaços protegidos por telas. Também é recomendável evitar ficar parado próximo a áreas alagadas, água acumulada, margens com vegetação muito fechada e locais úmidos durante a noite.
Isso não significa que o risco exista apenas no período noturno. O Aedes aegypti, associado à transmissão de dengue, zika e chikungunya, pode picar durante o dia. Por isso, a proteção deve ser mantida em passeios matinais, atividades esportivas, visitas a parques e permanência em áreas abertas.
Tenha cuidado especial em balneários e margens de rios
Balneários e áreas próximas a rios, lagos e igarapés podem reunir condições favoráveis à presença do mosquito Anopheles, transmissor da malária. Nesses locais, a prevenção deve incluir repelente, calças, camisas de mangas compridas e a redução da exposição do entardecer ao amanhecer.
Quem vai passar a noite ou descansar em uma área sujeita à transmissão deve utilizar mosquiteiro ou cortinado. Em ambientes fechados, mantenha portas e janelas protegidas por telas ou fechadas, quando possível. Essas medidas são recomendadas pela Secretaria Municipal de Saúde para pessoas que frequentam áreas de risco. (manaus.am.gov.br)
A presença de vegetação, água e calor não permite concluir, sozinha, que determinado local esteja contaminado ou que haverá transmissão de uma doença. O risco depende da circulação dos vetores e das condições epidemiológicas de cada área. Por isso, é importante acompanhar orientações oficiais antes de visitar regiões mais afastadas.
Proteja crianças, idosos e pessoas com maior sensibilidade
Crianças exigem atenção especial na escolha e na aplicação do repelente. O produto deve ser compatível com a idade indicada no rótulo e aplicado por um adulto. Não permita que a criança espalhe o repelente sozinha nem leve as mãos à boca logo após a aplicação.
Para menores de 2 anos, a recomendação disponível em materiais de vigilância é não utilizar repelente sem orientação médica. Crianças maiores também devem seguir as restrições de idade, concentração e número máximo de aplicações indicadas pelo fabricante. (manaus.am.gov.br)
Em bebês, pessoas acamadas ou visitantes que precisem dormir durante o dia, o uso de mosquiteiro pode oferecer proteção adicional. Gestantes, pessoas com alergias e indivíduos com doenças de pele devem buscar orientação profissional diante de dúvidas sobre o produto mais adequado.
Não confie apenas em alternativas caseiras
Velas, plantas, óleos essenciais, incensos e outras soluções caseiras não devem ser tratados como substitutos automáticos do repelente registrado e das barreiras físicas. A eficácia desses produtos pode variar, e seu uso inadequado pode causar irritação, queimaduras ou problemas respiratórios.
Também não é recomendável aplicar produtos destinados a superfícies, roupas ou ambientes diretamente na pele. Cada formulação tem uma finalidade específica. Use somente produtos cuja embalagem indique aplicação corporal e siga as instruções do fabricante.
Cuidados antes, durante e depois do passeio
Antes de sair, verifique se o repelente está dentro do prazo de validade e se é suficiente para o período de permanência fora de casa. Leve uma embalagem adequada para reaplicação e, se a atividade for prolongada, inclua roupas de proteção, água e uma lanterna para deslocamentos ao entardecer ou à noite.
Durante a visita, evite sentar ou permanecer por longos períodos em áreas muito úmidas, com folhas acumuladas, água parada ou vegetação fechada. Não manipule recipientes abandonados, pneus, latas ou outros objetos que possam acumular água. Além de oferecer risco de acidentes, esses materiais podem servir de criadouro para mosquitos.
Ao retornar, tome banho para retirar resíduos de produtos da pele, principalmente antes de dormir. Examine roupas, calçados e equipamentos usados em trilhas. Se houver exposição intensa, observe o corpo nos dias seguintes e procure atendimento diante de febre ou outros sintomas.
Saiba quando procurar uma unidade de saúde
Febre, calafrios, dor de cabeça, dor no corpo, fraqueza, sudorese intensa e mal-estar após uma visita a área de mata, balneário ou margem de rio devem ser avaliados por um profissional de saúde. Na malária, os sintomas podem incluir febre alta, calafrios, sudorese e dor de cabeça, e o diagnóstico rápido é importante para iniciar o tratamento adequado. (manaus.am.gov.br)
Também procure atendimento em caso de febre associada a manchas na pele, dor atrás dos olhos, náuseas, vômitos, sangramentos ou dor intensa. Esses sinais podem ocorrer em doenças transmitidas pelo Aedes, como dengue, mas somente a avaliação clínica e os exames podem confirmar a causa.
Informe ao profissional de saúde os locais visitados, a data da exposição e se houve permanência em área de mata, balneário, comunidade rural, margem de rio ou igarapé. Essas informações ajudam na investigação do caso e na escolha dos exames necessários.
Ajude a reduzir os focos de mosquitos
A proteção individual deve ser combinada com cuidados ambientais. Em casa, elimine água acumulada em vasos, pneus, garrafas, calhas, bandejas e recipientes descobertos. Mantenha caixas-d’água tampadas e descarte corretamente o lixo.
Em praças, parques, áreas de lazer e imóveis próximos, não deixe embalagens ou objetos que possam acumular água. A Prefeitura de Manaus informa que o controle do Aedes inclui ações em imóveis, pontos estratégicos e locais com concentração de pessoas, como parques, praças, escolas e prédios públicos. (manaus.am.gov.br)
Ao identificar um possível foco de mosquitos em Manaus, o cidadão pode comunicar a situação à Secretaria Municipal de Saúde pelo Disque-Saúde, informando o endereço completo, um ponto de referência e, se possível, o responsável pelo local. O contato divulgado pela Semsa é (92) 98842-5959. (manaus.am.gov.br)
Checklist para visitar áreas verdes em Manaus
- Aplicar repelente registrado e adequado à idade, conforme o rótulo.
- Usar calça comprida, camisa de mangas longas e calçado fechado.
- Reaplicar o produto após suor intenso, contato com água ou conforme a orientação da embalagem.
- Evitar margens de rios, igarapés e áreas alagadas entre o entardecer e o amanhecer.
- Levar mosquiteiro ou cortinado quando houver pernoite em área de risco.
- Manter portas e janelas teladas ou fechadas em alojamentos e casas.
- Observar sinais de febre ou mal-estar depois da exposição.
- Informar ao serviço de saúde os locais visitados em caso de sintomas.
Com essas medidas, é possível aproveitar áreas verdes de Manaus com mais segurança e reduzir a exposição a mosquitos. A prevenção não elimina totalmente o risco, mas diminui a chance de picadas e facilita a identificação rápida de situações que precisam de atendimento.







