sexta-feira, 23 de outubro de 2026
Cidades

Moradora atribui a outros bairros chegada de lixo ao igarapé do Senador João Bosco

Semulsp remove resíduos e galhos presos à ponte entre as duas etapas do residencial, em Flores, após as chuvas; Prefeitura de Manaus também informa operação realizada no local em junho.
Moradora atribui a outros bairros chegada de lixo ao igarapé do Senador João Bosco
Foto distribuída pela Prefeitura de Manaus

Resíduos levados pela chuva de outros pontos da bacia ficaram presos na ponte que liga as duas etapas do conjunto Senador João Bosco, no bairro Flores, zona Centro-Sul de Manaus. A situação motivou uma nova ação de limpeza e desobstrução do igarapé realizada pela Secretaria Municipal de Limpeza Urbana (Semulsp) em 16 de outubro de 2026.

Segundo a Prefeitura de Manaus, as equipes retiram lixo, galhos e sedimentos acumulados junto à estrutura. O serviço faz parte da manutenção periódica do curso d’água e tem como objetivos restabelecer o fluxo e melhorar o escoamento das águas no trecho.

Materiais ficam presos quando o nível sobe

A administração municipal informou que as chuvas registradas durante a semana arrastaram materiais descartados inadequadamente em outros pontos da bacia até o igarapé do conjunto. Como a ponte é baixa, os resíduos e os galhos ficam retidos na estrutura quando o nível da água aumenta.

O assoreamento também reduz o espaço disponível no leito para a passagem da água. De acordo com a prefeitura, a obstrução pode provocar represamento e elevar o risco de alagamentos nas áreas próximas. A retirada do material acumulado é feita para liberar o trecho e favorecer o escoamento.

A moradora Ana Maria de Paula Silva afirmou que os resíduos não seriam gerados no próprio conjunto. “O mais revoltante é que esse lixo não é gerado aqui. Vem de outros bairros, arrastado pela chuva”, disse.

Operação anterior e estruturas de retenção

Em junho de 2026, a Semulsp realizou uma operação no conjunto Senador João Bosco. Na ocasião, houve remoção de lixo e sedimentos, inclusive nas proximidades da ponte. A ação também incluiu limpeza de pontos de descarte irregular, capinação, roçagem e poda de árvores.

Além da manutenção dos leitos e das margens, a Prefeitura de Manaus informa que mantém ecobarreiras em pontos estratégicos dos igarapés da capital. As estruturas retêm materiais transportados pela correnteza e facilitam o recolhimento antes que eles avancem até o rio Negro.

As ecobarreiras recebem limpeza periódica, com reforço conforme o volume acumulado, especialmente depois das chuvas. Segundo a prefeitura, o sistema complementa as ações de manutenção dos cursos d’água e de limpeza da orla.

Orientação sobre descarte

O secretário municipal de Limpeza Urbana, Sabá Reis, afirmou que o descarte inadequado transfere os impactos para as famílias que vivem próximas aos cursos d’água e compromete os resultados das operações de limpeza.

“Quem mora perto de um igarapé não pode ficar recebendo o lixo que outras pessoas descartam pelo caminho. A prefeitura faz a sua parte, mas esse esforço precisa ser acompanhado de responsabilidade. Por trás de cada trecho limpo, há trabalhadores entrando na água para retirar o que nunca deveria ter sido jogado ali”, declarou.

A Semulsp orienta a população a acondicionar os resíduos adequadamente e disponibilizá-los para a coleta. A secretaria também recomenda evitar o descarte nas ruas, nas margens e dentro dos igarapés, medida que, segundo a prefeitura, contribui para proteger as comunidades ao longo do percurso das águas e preservar o rio Negro.

Fonte: Prefeitura de Manaus.

Foto distribuída pela Prefeitura de Manaus