sexta-feira, 23 de outubro de 2026
Política

CMM relaciona prevenção em saúde e resposta ambiental à informação pública

Sessão abordou diagnóstico precoce do câncer, dados de mortalidade e propostas de fiscalização, educação ambiental e uso de aeronaves contra focos em áreas isoladas.

A informação à população apareceu como eixo comum nos debates sobre câncer e queimadas realizados durante o Grande Expediente da Câmara Municipal de Manaus (CMM), nesta terça-feira (13 de outubro). Os vereadores trataram da necessidade de ampliar o acesso ao diagnóstico e aos serviços de saúde da mulher e defenderam ações de conscientização, fiscalização e articulação entre governos diante dos efeitos da fumaça na capital.

Dados apresentados sobre câncer

A vereadora Professora Jacqueline (União Brasil) citou estimativas do Instituto Nacional de Câncer (Inca) para 2026. Segundo os números apresentados por ela, o Amazonas deve registrar 600 novos casos de câncer de mama e 620 de câncer do colo do útero. Para Manaus, as projeções mencionadas foram de 410 casos de câncer de mama e 430 de câncer do colo do útero.

Na discussão relacionada ao Outubro Rosa, a parlamentar também apresentou dados atribuídos à Secretaria de Estado de Saúde do Amazonas (SES-AM) e à Fundação de Vigilância em Saúde do Amazonas (FVS-AM). Conforme as informações citadas, foram registrados 1.149 óbitos por câncer de mama no estado entre 2020 e 2024. Desse total, 860 ocorreram entre mulheres de 30 a 69 anos.

Jacqueline defendeu a ampliação das ações de conscientização, o diagnóstico precoce e o fortalecimento da rede de atendimento à saúde da mulher. Entre as medidas mencionadas estão os serviços oferecidos por unidades móveis. A vereadora também afirmou que é necessário superar tabus, incentivar o autoexame e orientar a busca por atendimento profissional.

Queimadas e qualidade do ar

O vereador Marco Castilhos (União Brasil) mencionou a suspensão preventiva das atividades escolares nas redes municipal e estadual de ensino ao abordar os efeitos da fumaça na rotina dos moradores. Ele defendeu campanhas de conscientização sobre os riscos das queimadas irregulares e a atuação conjunta da Comissão de Meio Ambiente da CMM, dos órgãos de fiscalização e do Ministério Público do Amazonas (MPAM).

Gilmar Nascimento (Avante) citou focos de incêndio em áreas rurais, rodovias e ramais de municípios próximos a Manaus. Segundo o vereador, a fumaça produzida nesses locais também compromete a qualidade do ar na capital. Ele pediu maior integração entre os governos federal, estadual e municipais para ampliar a fiscalização e as ações preventivas.

Na mesma discussão, Gilmar mencionou a Lei Municipal nº 618/2026, de sua autoria, que institui a Semana de Estudo sobre Conservação Ambiental e Sustentabilidade Amazônica nas escolas de Manaus. A medida foi apresentada no contexto das ações de educação e prevenção relacionadas às queimadas.

Dr. Eduardo Assis (Avante) defendeu o aumento dos investimentos em tecnologia, equipamentos e aeronaves para alcançar focos de incêndio em áreas de difícil acesso. De acordo com o vereador, o apoio das esferas estadual e federal seria necessário para atuar em áreas isoladas da floresta e proteger o meio ambiente e a saúde da população.

Medidas citadas sem detalhamento de execução

As manifestações registradas pela Câmara apresentam pedidos e defesas de medidas, mas não documentam a execução de um plano com metas, cronograma, custos ou responsáveis definidos para as ações contra as queimadas. Também não são informados, na divulgação da CMM, prazos para ampliar os serviços móveis de saúde ou para implementar as iniciativas de fiscalização, educação ambiental e apoio aéreo mencionadas pelos vereadores.

Fonte: Camara dos Vereadores Manaus.