Dados sobre mortes no trânsito, desaparecimentos e qualidade do ar foram apresentados durante a sessão plenária da Câmara Municipal de Manaus (CMM), realizada na terça-feira (20 de outubro). Os pronunciamentos trataram de consequências para vítimas e familiares, da demora em investigações e dos possíveis impactos da fumaça na saúde da população.
Os vereadores Zé Ricardo (PT), Dione Carvalho (Agir) e Rodrigo Guedes (Republicanos) defenderam providências de órgãos públicos e fizeram cobranças relacionadas à segurança viária, à segurança pública e à saúde.
Motociclistas estão envolvidos em mais da metade das mortes
O vereador Zé Ricardo apresentou números sobre acidentes fatais em Manaus e relatou ter visitado pacientes internados em unidades hospitalares. Entre os casos mencionados estavam pessoas que aguardavam cirurgias e vítimas de amputações.
Segundo os dados citados pelo parlamentar, a capital registrou 201 mortes no trânsito entre janeiro e setembro de 2026. No mesmo período de 2025, foram contabilizados 185 óbitos, diferença correspondente a um aumento aproximado de 8,6%.
Do total registrado neste ano, 109 mortes envolveram pessoas que utilizavam motocicletas. O número representa aproximadamente 54% dos óbitos mencionados. Zé Ricardo afirmou que muitos sobreviventes enfrentam sequelas permanentes, com prejuízos à qualidade de vida e dificuldade para realizar atividades cotidianas.
O vereador defendeu o fortalecimento das ações de segurança viária e a adoção de medidas para reduzir o número de acidentes e vítimas. Também destacou a atuação dos poderes Executivo e Legislativo na busca por soluções.
Vereador cobra informações sobre desaparecidos
A demora nas investigações de pessoas desaparecidas no Amazonas foi abordada por Dione Carvalho. O parlamentar deu atenção especial aos casos envolvendo crianças e mencionou situações que, segundo ele, continuam sem solução.
Durante o discurso, Carvalho afirmou que as famílias aguardam informações sobre o paradeiro de parentes e cobrou uma resposta das autoridades. “Os órgãos têm que nos dar uma resposta plausível para a sociedade. As mães, os pais não aguentam mais sofrer com tanta demora em procedimentos, em inquéritos”, declarou.
Dados do Ministério Público do Estado do Amazonas (MPAM) indicam que 982 desaparecimentos foram registrados no estado em 2025. Entre janeiro e maio de 2026, foram contabilizados 389 novos casos, conforme informações atribuídas ao Sistema Nacional de Informações de Segurança Pública (Sinesp) e divulgadas pela Secretaria de Segurança Pública do Amazonas (SSP-AM).
No mesmo intervalo, 286 pessoas foram localizadas. Os dados citados apontam taxa de localização de 81,8% entre crianças e adolescentes e de 69,8% entre adultos.
Fumaça é associada a riscos respiratórios
Rodrigo Guedes manifestou preocupação com a presença recorrente de fumaça em Manaus. O vereador alertou para possíveis efeitos da poluição sobre a saúde, incluindo o agravamento de doenças respiratórias e o aumento da procura por atendimento nas unidades hospitalares.
“A gente não pode normalizar a fumaça”, declarou Guedes, ao defender maior atenção ao problema e às consequências para os moradores.
A divulgação da Câmara registra os números apresentados e as cobranças feitas pelos vereadores, mas não informa prazos para as providências defendidas nem respostas dos órgãos mencionados. Também não apresenta, nesse conteúdo, medições da qualidade do ar ou dados que quantifiquem a relação entre a fumaça e o atendimento hospitalar.
Fonte: Camara dos Vereadores Manaus.
Foto: Cleuton Silva e Eder França/Dicom








