Uma divulgação do vereador Marcelo Serafim (PSB) sobre o Outubro Rosa reúne dois dados de câncer para Manaus com referências temporais diferentes. A publicação cita 410 casos novos de câncer de mama no período chamado de “este ano” e projeta 430 casos de câncer do colo do útero para 2026. O conteúdo também apresenta orientações sobre mamografia e biópsia.
Estimativas mencionadas
Segundo a informação atribuída ao Instituto Nacional de Câncer (Inca), o Brasil deve registrar 78.610 casos novos de câncer de mama no período indicado na divulgação como “este ano”. Para Manaus, são mencionados 410 casos. A doença é descrita na publicação como o tipo de câncer mais comum entre mulheres no Brasil e no mundo.
Em relação ao câncer do colo do útero, a divulgação afirma que a doença está entre as mais incidentes na região Norte e figura entre as principais causas de morte por câncer entre mulheres da região. Para a capital amazonense, o número apresentado é de 430 casos novos em 2026.
Os dois dados não são apresentados com a mesma referência temporal. Enquanto o número relativo ao câncer de mama aparece associado a um período não especificado além da expressão “este ano”, a estimativa para o câncer do colo do útero é vinculada explicitamente a 2026. A divulgação do vereador não informa a metodologia dos cálculos nem detalha o período correspondente ao primeiro número.
Orientação para a mamografia
A publicação reproduz a recomendação do Ministério da Saúde para o rastreamento do câncer de mama por mamografia no Sistema Único de Saúde (SUS). De acordo com a orientação citada, mulheres de 50 a 74 anos devem realizar o exame a cada dois anos.
Para mulheres de 40 a 49 anos, a mamografia também é apresentada como possibilidade, desde que haja orientação profissional sobre os possíveis riscos e benefícios. O vereador ressaltou a importância de consultas e exames de acompanhamento para que as mulheres observem a própria saúde e identifiquem alterações precocemente.
A divulgação reproduz ainda uma afirmação atribuída a oncologistas de que, quanto mais cedo o tratamento é iniciado, maiores são as chances de cura. A frase aparece como parte da defesa do acompanhamento médico e da identificação antecipada de possíveis alterações.
Função da biópsia
O texto explica que a biópsia é utilizada para confirmar ou afastar o diagnóstico em pacientes que apresentam alterações suspeitas nos exames de imagem. Assim, o procedimento é apresentado como uma etapa de investigação posterior à identificação de uma possível alteração, e não como substituto da mamografia de rastreamento.
A Câmara Municipal de Manaus divulgou a manifestação do vereador, mas as informações apresentadas não incluem detalhes sobre a origem específica dos números dentro do Inca, a data de atualização das estimativas ou os critérios usados para relacionar os dados nacionais à capital. Também não há, na divulgação, indicação de ações, metas ou prazos próprios do parlamentar ou do Legislativo para a campanha.
O conteúdo se concentra na conscientização sobre a prevenção e o diagnóstico precoce dos cânceres de mama e do colo do útero, nas faixas etárias citadas para o rastreamento e na diferença entre a identificação de uma alteração e sua confirmação por biópsia.
Fonte: Camara dos Vereadores Manaus.
Foto: Foto: Charles Fernandes/Assessoria







