O vereador Aldenor Lima (União Brasil) defendeu uma nova perícia judicial sobre a capivara Filó antes do cumprimento da sentença que determina a entrega do animal ao Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama). A decisão estabelece prazo de 30 dias para que Agenor Tupinambá faça a entrega, com encaminhamento ao Centro de Triagem de Animais Silvestres (Cetas), em Manaus.
A manifestação ocorreu na manhã desta quarta-feira (14 de outubro), durante pronunciamento no plenário da Câmara Municipal de Manaus. Segundo a decisão citada pelo parlamentar, Filó deverá passar por reabilitação, com possibilidade de reintegração à natureza.
Questionamentos sobre o acolhimento
Presidente da Comissão de Proteção e Bem-estar Animal (Compets), Aldenor afirmou que o Cetas apresenta estrutura precária. Na avaliação do vereador, o retorno da capivara ao local pode oferecer risco à vida do animal, preocupação que, segundo ele, já teria sido apontada em decisão judicial anterior.
Médico-veterinário, o parlamentar disse que providências relacionadas à fauna silvestre precisam considerar a segurança, a saúde e o bem-estar do animal, além das condições efetivas do espaço destinado ao acolhimento. Aldenor também questionou a ausência de uma avaliação atualizada antes da execução da ordem judicial.
Durante o discurso, ele afirmou que Filó está saudável e circula livremente na natureza. Aldenor declarou ainda que a capivara pode passar dias sem aparecer porque estaria vivendo de forma instintiva. Essas afirmações foram apresentadas pelo vereador para sustentar a necessidade de reavaliar o encaminhamento definido na sentença.
Referência à mobilização de 2023
Aldenor acompanha o caso desde 2023, quando participou da mobilização nacional pela devolução de Filó ao ambiente em que vivia. Na ocasião, esteve no Cetas com a deputada estadual Joana Darc (União Brasil) e profissionais habilitados para avaliar as condições do animal.
Ao relembrar a mobilização, o vereador afirmou que se colocaria à disposição caso seja necessário realizar uma nova avaliação. Ele também criticou a prioridade dada pelo órgão ambiental ao caso, em vez de ações relacionadas às queimadas e à proteção da fauna, conforme declarou no plenário.
O que foi apresentado
A decisão mencionada por Aldenor e o prazo para a entrega são os elementos documentados na divulgação sobre o cumprimento da medida. Já a defesa de uma nova perícia aparece como posicionamento do vereador, não como resultado de uma avaliação técnica posterior ou como alteração da sentença.
Aldenor não detalhou, na manifestação, quem faria a nova perícia, em que prazo ela ocorreria ou quais critérios seriam usados para comparar as condições atuais de Filó com as avaliações anteriores. Também não foi registrada resposta do Ibama ou da Justiça Federal aos questionamentos apresentados pelo parlamentar.
Fonte: Camara dos Vereadores Manaus.
Foto: Paulo Pascareli/Assessoria








